Extensionistas participam de curso sobre Sistema Silvipastoril


Extensionistas das regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Soledade, Bagé, Lajeado, Frederico Westphalen, Santa Maria e Santa Rosa e os assistentes técnicos estaduais da Instituição, Jaime Ries e Antônio Carlos Leite de Borba, e representantes da Afubra participaram de um curso sobre Sistema Silvipastoril. A atividade, organizada pelo assistente técnico Regional da Emater/RS-Ascar de Soledade, Vivairo Zago, e realizada na semana passada, teve como objetivo proporcionar ao grupo condições técnicas para desenvolver ações de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) em Sistema Silvipastoril com habilidades técnica e econômica.

O curso foi realizado na quinta-feira (06/07), na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), foi realizada uma aula técnica para o grupo participante. A atividade foi ministrada pelo engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Florestas, Vanderley Porfírio da Silva, sobre aspectos fundamentais para o planejamento e manejo de Sistemas Silvipastoris. Esse sistema envolve atividades pecuárias e florestais em uma mesma área, em cultivo associado de árvores e pastagens, que visam à sustentabilidade econômica, social e ambiental. A adoção desses sistemas por produtores de leite contribui para a proteção do solo, evitando a erosão, recuperando pastagens degradadas, reciclando nutrientes e abrigando os animais contra intempéries climáticas, como ventos fortes, granizo e insolação. "No primeiro dia, a abordagem técnica avaliou o sistema silvipastoril, destacando aspectos do bem-estar animal, implantação do sistema, manejo, produção de madeira e pastagem na mesma área", frisa Zago.

Na sexta-feira (07/07), foi realizada visita técnica a propriedades de dois agricultores no município de Agudo que possuem sistemas silvipastoris já implantados. Uma das propriedades conduz o sistema há três anos e a segunda implantou o sistema em 2017, através do Projeto Brasil Sustentável, com acompanhamento da equipe da Emater/RS-Ascar do município. "As visitas oportunizaram discutir e tirar dúvidas na prática sobre o sistema, gargalos e desafios. Como o planejamento e a implantação do projeto foram realizados pelos extensionistas rurais do município de Agudo e do regional de Santa Maria, a discussão sobre o sistema foi bastante dinâmica", relata Zago.

Segundo orientações do pesquisador da Embrapa, o Sistema Silvipastoril é viável do ponto de vista econômico e ambiental, pois é possível produzir alimento e madeira na mesma área, sem perder produtividade e qualidade da pastagem produzida no sistema, quando bem manejado. Além da pastagem que se transforma em leite ou carne, o sistema permite a produção de madeira de qualidade e pode se tornar uma renda extra aos agricultores quando

vendida a serrarias, ou for mini-processada na propriedade com serrarias móveis, por exemplo, agregando valor.

Outra vantagem do Sistema é para o gado de leite. A oferta de sombra em boa quantidade reduz o estresse térmico nos meses mais quentes do ano, pois favorece as condições de bem-estar animal no ambiente de pastejo. Quando os animais sofrem com a alta temperatura e a falta de sombra em quantidade necessária, há perda de produtividade e redução dos índices reprodutivos. "Logicamente outras práticas devem ser associadas ao sistema, como proporcionar água em quantidade e qualidade para os animais no ambiente de pastejo", lembra Zago.

Como compromisso pós-capacitação, o grupo foi desafiado a trabalhar o tema nos municípios de atuação, atendendo a demanda significativa por parte dos agricultores assistidos pela Emater/RS-Ascar sobre o tema. "Temos muito a fazer e a forma de dominarmos a tecnologia é fazê-la na prática, juntamente com os agricultores interessados", finaliza o assistente técnico.



Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar

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